Para Michelle Lessa
Texto escrito em junho de 2009
Texto escrito em junho de 2009
Quarta feira, 17 de junho de 2009. O dia foi marcado pela decisão do STF: o diploma de jornalista não é mais necessário.
Desde então, um alvoroço tomou conta de todos os meios de comunicação: TV, jornais, blogs e até o Gengibre. Tenho lido bastante a respeito e vejo certos impecílios na hora de opinar. A princípio, não entendo o motivo de retirar o diploma, uma vez que a qualidade do que vem sendo publicado só faz cair. Essa história de liberdade de expressão parece-me uma evasiva para alcançar um objetivo maior. Daí a questão: que objetivo é esse?

Lembro-me bem do dia em que recebi o primeiro jornal em meu nome, a assinatura foi presente de meus pais. Também não esqueço que, ao buscar minhas informações de criança, ficava riscando no jornal os diversos erros de português que encontrava. Lembranças marcantes que fizeram de mim leitor, estudante e cidadão.
Aliás, professores, jornalistas, estudantes e políticos deviam ser um só grupo. São eles (nós) quem alavancam a sociedade. A Europa já começa a sofrer com sua população idosa e o Brasil tem grande parcela de habitantes em idade escolar, mas ainda não percebemos que a educação é o futuro dessa jovem nação. O ponto em que quero chegar é a interseção desses conjuntos. Um jornalista responsável e bem preparado torna-se essencial na educação de seu povo.
Todo esse furdunço do dia 17 me faz pensar em uma teoria da conspiração que de imediato preciso esquecer. O que estão fazendo com o Senado, com a educação e agora com a imprensa é fruto de um só pacote de despreparo político e social. Atuar nessa área e tomar decisões como essa é como trocar de lugar um semáforo em uma grande avenida que leva ao centro da cidade e achar que maiores consequências não virão. Pois bem, temo por essas consequências e, pode apostar, elas virão.
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