terça-feira, 6 de julho de 2010

Eleitor e Eleito



Texto escrito em setembro de 2009

Os fatos mais recentes da política brasileira, seja no Congresso Nacional ou nas administrações regionais, colocam a crise econômica em segundo plano. É que os escândalos estão virando rotina, o eleitor já não se surpreende com os noticiários sobre o assunto. Mas por quê?

Ao analisarmos a complexidade política, como tudo acontece e, inclusive, a divisão dos Três Poderes, pode-se dizer que o sistema é
quase incorruptível. Porém, o que se vê é algo bem diferente disso. Então, onde está o erro? Em que ponto o sistema é falho e até onde essa falha é responsável pela situação atual?

A resposta é rápida: os políticos brasileiros gozam benefícios demais. Todos os cidadãos são iguais, é constitucional! Congressitas, vereadores e membros do Executivo deveriam ter condições de trabalho equivalentes às do mercado. Assim, um senador médico teria proventos de médico. Da mesma forma, engenheiro como engenheiro e secundaristas também receberiam como tal. Além de ser julgado como qualquer outro cidadão seria. Nada de ter os amigos (aliados, companheiros ou como queira chamar) decidindo se haverá investigações ou como devem ser conduzidas.

A solução ou, pelo menos, um saída está apontada. O problema maior é que ela se torna inviável uma vez que só os próprios políticos poderiam colocá-la em pauta e em vigor. É como pedir ao chefe uma redução salarial.

Isso colocado, encontra-se outro ponto negativo. Ter o controle do próprio salário é algo que jamais será considerado bom por quem está na espectativa de um país igualitário. Mas isso só se dará quando a política for para os eleitores e não para os eleitos.

1 Ironias:

Bruno Henrique disse...

Gabriel, se não me engano, na França os políticos não são remunerados. São cidadãos, que tem a remuneração dependendo do que ele é (medico, advogado ou o que seja).

O que é correto, pois, aqui no brasil, quem vira político é empresário, médico, advogado, etc, e sempre encontra um meio para se beneficiar. Na França, até acontece o mesmo, mas pelo menos a população não paga os políticos para roubarem.

É isso que fazemos aqui no Brasil, pagamos para sermos roubados!