segunda-feira, 12 de julho de 2010

Camisinha antiestupro no país da copa



"Já não exite mais nada para ser inventado" - já ouvi essa frase muitas vezes. A última foi quando mostrei a um amigo a mais nova invenção da sul-africana Dra. Sonnet Ehlers que vi na Isto É (30/06). Trata-se de algo semelhante à camisinha feminina com um detalhe BEM especial: alguns dentes que machucam e se agarram ao pênis quando uma mulher é estuprada.

A camisinha fixa-se no órgão só podendo ser retirada por um cirurgião. Assim, além de "marcar" o criminoso, a camisinha permite uma prisão em flagrante, mas há muito a ser discutido sobre o assunto. A redatora Letícia Sorg do blog "Mulher 7 por 7" da revista Época levantou boas questões: "o uso da camisinha pode aumentar o risco à vida da mulher" escreveu ela. Outro ponto é que "embora o dispositivo possa ser usado para punir o criminoso, ele não evita todo o trauma de um estupro".

Por outro lado, deve-se lembrar dos índices recordes da África do Sul. Segundo estatísticas, quase 30% dos homens já cometeu o crime. Será que se trata de uma questão cultural além de social? E será que as mulheres aprovam a novidade? Fico na dúvida.